Novo capítulo na parceria entre a Alemanha e a África
Como disse o Ministro Federal dos Negócios Estrangeiros, Guido Westerwelle, em Berlim, a publicação da Estratégia do Governo da República Federal da Alemanha para a África ocorre “num tempo de dramáticas transições e transformações na imediata vizinhança da Europa”.
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(© photothek / Imo)
Justamente na África presenciamos aquilo que é “talvez a confirmação mais fascinante de um mundo em mudança”. Para a Alemanha isso significa, segundo o Ministro, que devem ser cultivadas e intensificadas ainda mais as amizades antigas mas criadas, também, de forma consciente, amizades novas.
Este é também o propósito da Estratégia para a África: “Queremos abrir um novo capítulo nas relações com o nosso continente vizinho”, segundo as palavras do Ministro Federal dos Negócios Estrangeiros. O objetivo é fazer jus à importância cada vez maior da África, levando em conta a sua crescente auto-responsabilidade e utilizando os potenciais da cooperação no espírito de parceria.
A Estratégia do Governo Federal para a África foi aprovada, no dia 15 de junho, pelo Conselho de Ministros. Todos os Ministérios Federais participaram da sua concepção e dez dentre eles assumiram, desde o início de 2011, a elaboração da Estratégia, sob a égide do Ministério Federal dos Negócios Estrangeiros. Já no ano de 2010 ocorreram amplas consultas entre ministérios, bancadas do Bundestag Alemão, associações do setor privado, fundações políticas, organizações não governamentais, agentes culturais, igrejas, sindicatos de trabalhadores e think tanks. A Estratégia para a África deve assegurar sobretudo a coerência da política do Governo Federal em relação à África e uma projeção da Alemanha na África que seja uniforme.
Democracia e Estado de Direito
As pessoas na África associam às palavras “um mundo em mudança” uma grande esperança. A maior parte dentre elas aspira à democracia, ao Estado de Direito e ao respeito dos direitos humanos e isso “tanto em Harare como no Cairo”. Num crescente número de Estados africanos surgem governos responsáveis que assumem, após o decurso de eleições democráticas, a liderança. E “Lá onde se governa bem e de forma previsível desenvolvem-se também a economia e os investimentos”, afirma, convicto, o Ministro dos Negócios Estrangeiros alemão.
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(© picture-alliance/Godong)
Desde a volta do milênio a economia africana cresce em cerca de cinco por cento ao ano. Os investimentos estrangeiros aumentaram, em comparação com o ano de 2000, em 500 por cento.
Oportunidades e desafios
“A África é, sem dúvida, um continente de grandes oportunidades.” Simultaneamente, nenhum outro continente está confrontado com desafios de escala comparável, recorda o Ministro. Com a Estratégia para a África o Governo Federal focaliza as dificuldades e as oportunidades. A Alemanha oferece à África “uma parceria de igual para igual”, salienta Guido Westerwelle. Existe a intenção de fomentar uma cooperação que transcenda as estruturas ultrapassadas do tipo doador-receptor, promovendo também os esforços dos próprios africanos e a sua auto-responsabilidade, ascrescenta.
Westerwelle realça que através da União Africana, a África está a falar, cada vez mais, com uma só voz, fazendo-se ouvir progressivamente tanto a nível regional como no palco internacional. A Alemanha apoia estes esforços próprios criando, por exemplo, um sistema de alerta rápido e de gestão de crises para a União Africana ou empenhando-se em prol de uma presença mais forte do continente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Exemplos de parcerias para a transformação e em matéria energética
O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Guido Westerwelle, menciona, no seu discurso, dois exemplos de parceria entre a Alemanha e a África: por um lado, a parceria para a transformação que a Alemanha propôs ao Egito e à Tunísia a fim de apoiar o seu percurso de modernização social e política.
Por outro lado, as parcerias na área de energia e matérias-primas, por exemplo com a Nigéria, cujo objetivo consiste não apenas em assegurar o abastecimento de matérias-primas e energia da Alemanha mas também em garantir que, na África, as pessoas usufruam da riqueza em recursos naturais existente nos seus respectivos países.
“A presente Estratégia para a África é um documento de referência do compromisso assumido pelo Governo Federal em e para com a África”, concluiu o Ministro Federal dos Negócios Estrangeiros, no final do seu discurso introdutório. Existe também coerência com a Estratégia Comum UE-África, disse. “Queremos fazer um esforço comum para apoiar as sociedades e os Estados africanos no seu caminho rumo à liberdade, à democracia e ao Estado de Direito.”
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